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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Brilhantina (Pilea microphylla)

Dados Botânicos
Nome científico: Pilea microphylla (L.) Liebm.
Nome vulgar: brilhantina, beldroega, planta-artilheira, folha-gorda, dinheirinho.
Sinonímia: Parietaria microphylla, Pilea muscosa, Pilea succulent.
Categoria: folhagens, forrações.
Família: Urticaceae (Angiospermae).
Origem: América Tropical (do Norte, Central e do Sul)
Porte: de 10-40 cm.
Diâmetro: até 70 cm.
Ciclo de vida: perene.
Flores: as flores são tão pequenas que passam desapercebidas, pois nascem na axila das folhas. Esta planta tem flores femininas e masculinas, sendo que estas ao amadurecerem explodem literalmente, jogando para o ar uma nuvem de pólen para a fertilização das flores femininas, daí o nome singular de planta-artilheira, nome por que é conhecida na América do Norte.
              Cor
                 Época de floração
                 Tamanho
                 Atração aos animais
Folhas: a brilhantina é uma planta de textura peculiar, suas folhas são muito brilhantes (Fig. 1) e suculentas.
Cor: coloração verde-clara.
            Deciduidade
            Tamanho: pequeninas.
          Formato
Frutos
Cor
         Época de frutificação
           Tamanho
Raiz
Auxomorfa: herbácea.
Crescimento
Caule: sua estrutura é bastante ramificada e ereta assemelhando-se a ramos de ciprestes (Fig. 2).


Fig. 1: folhas brilhantes
Fonte:Understory Enterprises Inc.

Fig. 2: ramificação da brilhantina
Fonte: Flickr Yahoo por Andres Hernandez S.



Paisagismo
É uma planta que se usou muito no paisagismo de jardins antigos e que passou por longo tempo esquecida. Trazida de novo à ativa, tem aparecido em jardins de grande porte, com muita sombra, sob árvores e parece ter voltado para ficar. Sua cor verde-clara brilhante dá a nota vivaz a maciços verdes ou de folhas variegadas, equilibrando e unindo, excelente também em composições com flores diversas. Seja em bordas de canteiros, extensões sob árvores ou mesmo em vasos, fica bonita de qualquer modo e não pode ser dispensada.
Tipo de uso: além do cultivo em vasos e jardineiras, pode compor maciços ou bordaduras em canteiros.

Jardinagem
A preparação dos canteiros ou vasos deve conter composto orgânico ou húmus de minhoca sendo adicionado adubo animal de gado ou aves bem curtido. 

Preparar o solo do canteiro numa profundidade de cerca de 15 cm e plantar as mudas com espaçamento de 20 cm. Não se esquecer de regar após o plantio, mantendo regularidade até notar seu desenvolvimento.
Propagação: pode ser multiplicada por estacas ou divisão de touceiras. As estacas poderão ser colocadas em bandejas coletivas ou sacos, com composto orgânico sem adubo animal, mantendo o substrato úmido até notar o desenvolvimento da muda, quando então poderá ir para o canteiro ou vaso.
Época de propagação: ano todo, de preferência na primavera.
Adubação: exigente em nutrientes. Para adubações de reposição, a cada 4 meses, diluir uma colher de sopa de adubo NPK formulação 10-10-10 em uma garrafa PET de 2 litros, sacudir bem e regar o substrato ao redor da planta, cerca de 1 copo de água (destes de plástico descartáveis, guarde sempre um para medida). Um dia antes, regar com água pura, para que se crie um bulbo úmido ao redor das raízes. Ao colocar o adubo dissolvido este irá espalhar-se na umidade, ficando mais acessível para a planta.
Espaçamento de plantio: 20 cm.
Cuidados especiais

Exigências ambientais
Clima: quente e úmido (equatorial, tropical -altitude e úmido- e subtropical).
Sol: aprecia luminosidade, devem ser cultivadas a pleno sol ou meia-sombra, embora o sol direto na parte da tarde costuma inibir seu crescimento. Prefere ser mantida a meia-sombra.
Temperatura
Água: regas frequentes, evitando que o solo seque ou encharque. Para terrários, a frequência de regas diminui.
Umidade do ar: aprecia umidade.
Vento
Solo: bastante exigente em matéria orgânica, solo solto e permeável.
Resistência
Suscetibilidade: suscetível à geadas e ao pisoteio.

Observações
Esta planta tem caráter invasivo e costuma surgir em lugares inesperados, como no meio de matas e em vasos de orquídeas.
No final da ficha há um quadro resumo das principais exigências ambientais da brilhantina. Compare com a legenda principal no rodapé do blog!
Disponibilidade sazonal
Toxicidade

Fonte:Faz Fácil 
             Jardineiro Net  
         Paisagismo Digital
             Cultivando






Ajuga (Ajuga reptans)


Dados Botânicos
Nome científico: Ajuga reptans L.
Nome vulgar: ajuga, erva-férrea, jujuba, língua-de-boi, ajugaíba, búgula, consolda-média, erva-de-são-léo, erva-de-são-lourenço.
Categoria: folhagens, forrações.
Família: Lamiaceae/Labiatae (Angiospermae).
Origem: grande parte da Europa, Ásia e norte da África.
Porte: de 10-50 cm.
Diâmetro: até 35 cm.
Ciclo de vida: perene.
Flores: as flores da ajuga, apesar de terem importância ornamental secundária, podem ser muito decorativas. Surgem em inflorescências do tipo espiga (flores agrupadas em hastes florais).
              Cor: depende da cultivar.Geralmente azuis ou violáceas , ocorrem ainda variedades com flores róseas, avermelhadas e brancas.
                 Época de floração:primavera, verão e outono.
                 Tamanho: pequenas.
                 Atração aos animais:são muito atrativas para borboletas, abelhas e mamangavas.
Folhas: suas folhas são ovaladas, basais, pubescentes, com margens dentadas, ou levemente lobadas e nervuras bem marcadas. A folhagem é o grande atrativo desta planta, sua textura é média e as cores são muito variadas, de acordo com a cultivar.Originalmente tem a folhagem verde mas as variedades violáceas e púrpuras tornaram-se mais frequentes.
Cor: depende da cultivar.As cultivares mais comuns são: "Purpurea" (folhas bronzeadas a violáceas, fig. 1), "Multicolor" (com pintas coloridas, fig. 2) e "Variegata" (de cor verde escura, com margens de cor creme ou branca, fig. 3).
            Deciduidade:sempre verdes (apresenta persistência-permanência- de suas folhas).
            Tamanho: até 8 cm.
          Formato: oval.
Frutos: produz pequenas sementes.
Cor: marrons.
         Época de frutificação: verão.
           Tamanho
Raiz: raízes adventícias dos estolões.
Auxomorfa: herbácea.
Crescimento: crescimento reptante (rasteira). Pode se tornar invasiva em algumas situações. O ideal é que seja plantada em canteiros com delimitadores subterrâneos.
Caule: estolão.


Fig. 1: 'Atropurpurea'

Fig. 2: 'Multicolor'
Fonte: dkimages

Fig. 3: 'Variegata'
Fonte:Growsonyou

Paisagismo
Sua textura e cor, aliados às suas necessidades, a tornam uma ótima planta para jardins de pedra também, valorizando o paisagismo.Também fica muito interessante como manchas sobre gramados, formando desenhos com outras plantas de mesmo porte ou maiores, como a pilea (Pilea microphylla) e a trapoeiraba (Tradescantia pallida).
Tipo de uso: em jardins, forração (cobertura do solo) e bordadura. Pode ser plantada em vasos e jardineiras. Em vasos também pode ser utilizada para cobrir o solo, mantendo melhor a umidade além de dar acabamento, para vasos em substituição à cascas de pinus e pedriscos.

Jardinagem
Propagação: multiplica-se por sementes, estacas na primavera e mais facilmente por divisão das mudinhas (divisão de touceiras) que se formam nos estolões, entorno da planta mãe. Pode ser feita as mudas em sacos com terra preparada de composto orgânico e areia e mantido úmido coberto por saco plástico até que notar o surgimento de novas folhas. Levar então para canteiro.É exigente em fertilidade e umidade. Preparar o canteiro destorroando, adicionando adubo animal de curral bem curtido, composto orgânico e areia, se o solo for muito argiloso. Nivelar e plantar as mudas com espaçamento de 12 cm, intercalando as fileiras de modo a cobrir bem a área. Regar a seguir.
Época de propagação: primavera ou outono. Outras bibliografias citam o ano todo.
Adubação: adube uma vez ao ano com torta de mamona, salitre-do-chile, uréia, nitrocálcio ou NPK rico em N.
Espaçamento de plantio: 12 cm.
Cuidados especiais: a ajuga é rústica, exige poucos cuidados.

Exigências ambientais
Clima: ameno, aprecia o frio subtropical (continental, mediterrâneo, subtropical, temperado, tropical).
Sol: ideal para as áreas sombreadas (com luz difusa) e semi-sombreadas, onde geralmente o gramado e as flores não se adaptam. Sob sol pleno, fica com as folhas pequenas e muitas vezes queimadas, mas floresce com mais abundância (Ajuga reptans atropurpurea aprecia sol pleno). Não suporta sol forte entre 10 e 17 horas. Outras bibliografias descrevem a apreciação pelo sol.
Temperatura: gosta de locais frescos.
Água: irrigada regularmente. Necessidade de solo sempre úmido. De 2 a 3 vezes por semana em épocas quentes e 1 vez por semana em épocas frias. Para terrários, a frequência de regas diminui. 
Umidade do ar 
Vento: gosta de locais ventilados.
Solo: qualquer tipo de solo sendo ideal o solo fértil e drenável (enriquecido com matéria orgânica).
Resistência: a ajuga é uma forração muito rústica.
Suscetibilidade: não tolera o calor excessivo, estiagem e pisoteio.

Observações
Tende a ser invasiva, o que pode ser contornado colocando-se separador de grama entre ela e o gramado. Para terrários e mini-jardins, a poda deve ser feita regularmente.
Também é usada como medicinal.Esta espécie possui diversas propriedades medicinais, tais como anti-inflamatória, cicatrizante, diurética e febrífuga, mas recomenda-se apenas para uso externo, visto possuir também algum efeito narcótico.
No final da ficha há um quadro resumo das principais exigências ambientais da ajuga. Compare com a legenda principal no rodapé do blog!
Disponibilidade sazonal
Toxicidade: em excesso pode ser tóxica, usar sob supervisão médica.

          CD-ROM 1001 Plantas
          Faz Fácil
          Paisagismo Digital